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O ministro ideal

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Nelson Barbosa assume o comando da Fazenda no lugar de Joaquim Levy - 18/12/2015 O ministro da economia ideal é aquele que aceita o convite, conversa com o governante de forma clara sobre os limites do seu poder e já assina a carta de demissão. Com ela no bolso, trabalhará sabendo que pode entregá-la ao chefe a qualquer momento. A carta evitará o apego ao cargo e ajudará o ministro a manter o foco no que é relevante para as suas funções e o país. Foi assim que num dia de agosto de 1979 o ministro Mário Henrique Simonsen entregou o cargo a um presidente de ceroulas na Granja do Torto. João Figueiredo estava nesta vestimenta quanto foi receber Simonsen, que chegara de forma inesperada em sua residência. O ministro entregou a carta que era tão irrevogável que ele já havia chamado o caminhão de mudança. Foi pelo caminhão que a imprensa soube que o ministro estava deixando o governo, depois de passar oito meses sendo bombardeado pelo então ministro da Agricultura, Delfim Netto, des...

Equilibrar as contas é uma questão de sensatez

Há uma vertente muito ouvida pelo governo que enxerga a austeridade como uma questão ideológica, de direita, neoliberal. Não se trata disso. É uma questão básica, uma escolha sensata. As pessoas sabem que não podem gastar mais do que ganham por muito tempo. Sem equilibrar as contas não é possível fazer projetos, pagar a escola dos filhos ou as prestações da casa, planejar as férias ou os investimentos.  A ideologia do governo nos últimos anos tem se mostrado incompatível com a estabilidade da economia. O país perdeu o grau de investimento porque não conseguiu equilibrar o fiscal. É uma escolha que as pessoas, de forma sensata, tomam no dia a dia. Gastar menos do que se ganha é uma decisão lógica a qual, infelizmente, o governo demonstra dar pouca importância.  Fonte:  http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/equilibrar-contas-e-uma-questao-de-sensatez.html

A economia a gente resolve! E a política?

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As crises são intermitentes no capitalismo. O Brasil já enfrentou e venceu várias delas. Entretanto, mesmo nos períodos de megainflação ou no recente crash mundial de 2008, jamais havia visto tanto desânimo e ceticismo no empresariado, nos trabalhadores e na sociedade em geral. É óbvio que ninguém está resignado a esse sentimento negativo. Todos buscam alternativas para manter vivos os seus negócios, mas está faltando confiança para uma reação mais acentuada. Tal carência está na crise política, agravada pelas denúncias de corrupção contra representantes do Executivo e do Legislativo, prisões de políticos ocupantes de cargos eletivos relevantes, empresários de alto escalão e desarticulação do Governo Federal e do Congresso. O quadro institucional é uma fonte diária de descrédito. O brasileiro está constrangido e desconfiado. Sabe que tem um rombo de R$ 70 bilhões a ser coberto no orçamento da União em 2016, mas assiste com perplexidade às soluções propostas: a mesmice do aumento d...

Metodologia Lean e Gerenciamento de Projetos

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O termo Lean é relacionado com um processo genérico de gerenciamento derivado do Sistema Toyota de produção. Lean significa principalmente eliminar desperdicios ou atividades que não acrescentam valor numa linha de produção ou em qualquer outro processo. Na medida em que não se gera desperdicio ou atividades sem valor, a eficiência é maior, os custos são menores e a satisfação do cliente (em tese) é maior. A implantação da filosofia Lean passa pelo seguinte método: # Definir o que é valor para o processo em questão. # Identificar o fluxo de criação de valor # Eliminar os desperdicios na criação de valor # Produzir apenas aquilo que é demandado # Aplicar uma filosofia de melhoria contínua Esse tipo de metodologia é bem adequada para produção de coisas, especialmente em processos de manufatura. Fazer projetos é diferente de uma manufatura. Manufatura é um processo repetitivo ao passo que o projeto é algo único. Mas é possível fazer um paralelo de equivalência com aquil...

Aprendendo a investir: Poupança

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O que é poupança? É o tipo de investimento mais comum entre os brasileiros. O cliente do banco deposita o valor que quiser em sua caderneta de poupança e pode retirar toda a quantia ou uma parte do dinheiro a qualquer momento, sem a cobrança de taxas. A aplicação tem um rendimento mensal – ou seja, um valor que é acrescido sobre o montante guardado todo mês. Quanto a poupança rende? Quando a Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira, determinada pelo governo) está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a taxa referencial (uma taxa calculada diariamente, também pelo governo, tendo como base as taxas cobradas pelas 20 maiores instituições financeiras do país). Atualmente, a Selic está em 13,75%. Tomando como exemplo o dia 5 de junho deste ano, quando a TR estava em 0,1565%, a remuneração da poupança, somando-se os 0,5% da regra da Selic, seria de 0,6573% ao mês. Isso significa que um investimento de R$ 1 mil na poupança, por exemplo, renderia R$ 6...

Aprendendo a investir: CDB

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O que é CDB? Embora seja menos popular que a poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB) também é uma forma muito comum entre os brasileiros para guardar dinheiro. O CDB funciona como um empréstimo para o banco. O cliente escolhe um banco de sua preferência e deposita a quantia mínima determinada pela instituição na aplicação (ou mais, se quiser, com a possibilidade de ir aumentando o valor investido ao longo do tempo). No momento da contratação, é combinado um prazo para que o dinheiro fique aplicado. Quando o prazo terminar, o cliente retira, além do dinheiro que depositou, a quantia que ele rendeu. Quanto o CDB rende? A rentabilidade desse tipo de investimento, diferente da poupança, não tem uma taxa de rendimento igual para todos os casos. O rendimento do CDB é maior que o da poupança, e varia de acordo com o que foi combinado com o banco no momento da contratação. Em geral, quanto maior o valor investido, maior tende a ser a porcentagem de rendimento. Para calc...

Aprendendo a investir: Tesouro Direto

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O que são títulos do Tesouro Direto?   Comprar um papel do Tesouro é um investimento que funciona como um empréstimo ao governo. Uma pessoa compra um título da dívida pública e recebe depois de um prazo de vencimento do papel o valor investido acrescido das taxas de rentabilidade, ou seja, os juros pelo dinheiro emprestado aos cofres públicos. O governo utiliza esses recursos para financiar seus gastos. Não é possível comprar um título do Tesouro por conta própria – o investidor precisa procurar uma corretora.  Quanto o Tesouro rende?   As taxas de rentabilidade do Tesouro são maiores que as da poupança e as do CDB. Existem muitos tipos de títulos, com formas diferentes de determinar a rentabilidade. Um deles é o pré-fixado, que permite que o investidor saiba a porcentagem de rentabilidade que terá quando vencer o prazo do título. Há também os pós-fixados, sujeitos à variação da Selic ou da inflação.  Quando o investimento acaba?   O Tesouro possu...